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Comunidades de prática

Hoje, 18 de junho de 2018, o grupo no Facebook "Ensinar português como segunda língua" atingiu os 12,000 membros. Este grupo começou em 2009 e tem a seguinte descrição: Este grupo é para todos os professores de português como língua não materna. O objetivo é partilhar ideias, material pedagógico, eventos e oportunidades de desenvolvimento profissional de interesse para quem trabalha nesta área. O grupo é um instrumento para trocarmos experiências com os nossos colegas, que nos permitam resolver os desafios que enfrentamos com mais eficácia. O grupo serve também como uma central de informação e uma ferramenta de apoio, para a qual todos podem colaborar divulgando informações de interesse (como conferências, oficinas, encontros, iniciativas, experiências etc.), mas com algumas regras: por favor, partilhem coisas relacionadas com o ensino de PLE, P2L, PLH, PLNM; metodologia de línguas estrangeiras e aquisição de segunda língua. 

Este grupo de professores, e outros interessados no ensino da Língua portuguesa e das Culturas dos Países de Língua Portuguesa, é um exemplo de um grupo profissional informal com membros extremamente generosos com o seu tempo e conhecimento, e isto porque, claramente e talvez intuitivamente, todos os participantes entendem as características de uma comunidade de prática bem-sucedida. Estas são as características básicas reconhecidas como fundamentais para o bom funcionamento de uma comunidade de prática e que estão por de mais presentes neste grupo:

As comunidades de prática bem-sucedidas...

1. Respondem a uma preocupação ou paixão compartilhada. O nível de preocupação ou paixão dos membros sobre o tema focado tem um impacto direto na forma como os participantes dão o seu conhecimento e tempo livre à comunidade. 

2. Respondem a um compromisso para aprender. Mantêm um ativo de conhecimento que representa o pensamento e práticas mais atuais. Focam na aprendizagem tanto informal quanto formal, em que os membros da comunidade aprendem juntos ou aprendem uns com os outros.

3. Focam nas oportunidades. As comunidades de prática mais bem-sucedidas concentram-se em oportunidades reais. Promovem diversas possibilidades de atualização e inovação, mesmo as que ainda não foram amplamente reconhecidas ou formalmente estruturadas.

4. Acontecem em tempo real, no mesmo lugar. Operam no domínio do conhecimento tácito e não codificado, são um espaço de trabalho humano compartilhado e a que todos têm acesso de forma centralizada e rápida. 

5. Têm uma liderança empática. Indivíduos entusiastas que anseiam interação no domínio específico do conhecimento são os líderes mais bem-sucedidos das comunidades de prática. Esses facilitadores apreciam profundamente o valor de expor e desenvolver ideias em um ambiente cognitivo variado. 

6. Promovem uma ampla participação. São inclusivas. Como o motivo é cultivar e expandir a capacidade individual de cada um ao adquirir, produzir e aplicar conhecimento, a amplitude da exposição e participação é fundamental. 

7. São auto-organizadas e não políticas. Estas comunidades acumulam força a partir do momento em que estão abertas às características fluidas das pessoas envolvidas. Não há um enquadramento imposto a todos, é o apetite pelo conhecimento que motiva os participantes e os tipos de participação.

Muito obrigado a todos os colegas que fazem estas interações possíveis e que generosamente compartilham eventos, materiais, livros, técnicas, vídeos etc. e que participam ativamente das discussões, debates e conversas que tanto contribuem para o crescimento pessoal e profissional de todos. Bem-haja!